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BRASIL

Banco Central divulga IBC-BR com aumento de 0,2% de agosto em relação ao mês anterior

Cenário positivo da economia reflete em índice considerado ‘prévia’ do PIB

 

Nesta segunda-feira, 14, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O documento mostra um aumento de 0,2% em agosto na comparação com o mês anterior. Em julho, o índice havia apresentado retração de 0,4% – a primeira queda desde março e a maior retração desde maio de 2023. O resultado foi calculado após ajuste sazonal, ou seja, um tipo de compensação para comparar períodos diferentes.

 

Na lista de principais pontos divulgados, a comparação com agosto do ano passado mostra que o indicador de nível de atividade do BC registrou crescimento de 3,1%. Já na parcial dos oito primeiros meses deste ano houve um crescimento de 2,9%. E, em 12 meses até julho, o índice obteve um crescimento de 2,5%. No segundo trimestre, o indicador avançou 1,4%, em relação aos três meses anteriores, o que surpreendeu positivamente os economistas do mercado financeiro.

 

Segundo o próprio BC, “o ritmo de crescimento da atividade econômica tem sido forte e superado as expectativas, expresso pelo crescimento significativo do PIB no primeiro semestre do ano”. Isso comprova que, por conta do cenário promissor, no mês de agosto o Banco Central tenha avaliado, por meio da ata da do Copom, que a “atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo maior do que o esperado.” Isso fez com que, no final de setembro, o BC tenha aumentado sua estimativa de crescimento da economia para 3,2% neste ano.

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também disse que a equipe econômica deve revisar a projeção de crescimento da economia em 2024 para um valor acima de 3%. Caso essa projeção do governo seja confirmada, o resultado do PIB neste ano mostrará aceleração em relação ao patamar de 2023 — quando houve uma expansão de 2,9%.

 

Porém, o cenário de forte expansão da economia, com o mercado de trabalho apresentando ainda um bom desempenho, tem suscitado preocupações com pressões inflacionárias. O BC calibra a taxa básica de juros da economia, a Selic, para atingir a meta de inflação dos próximos anos, que é de 3%, com teto de 4,5%. A alta da taxa tende a influenciar investimentos. O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

 

FOTO: Foto Pública