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Chefe político do Hamas é morto por Israel em ataque a Gaza

Yahya Sinwar tornou-se o número 1 do grupo após a morte de Ismail Haniyeh no Irã

O ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI) na Faixa de Gaza, realizado nesta quarta-feira (16), resultou na morte de mais uma liderança da Hamas. Nesta quinta-feira (15), Israel confirmou que chefe político do grupo extremista, Yahya Sinwar, foi eliminado.
Yahya Sinwar foi o principal articulador do ataque de 7 de outubro de 2023 em Israel, que levou ao atual conflito no enclave palestino. Em 6 agosto, Sinwar assumiu o comando do Hamas após o seu antecessor, Ismail Haniyeh, ser atingido por um ataque das FDI no Irã.
O Estado judeu divulgou o comunicado de confirmação da morte de Sinwar, através do canal das FDI no Telegram, às 13h54.
“Após concluir o processo de identificação do corpo, pode ser confirmado que Yahya Sinwar foi eliminado”, afirmaram as autoridades, segundo Poder 360.

A confirmação da morte de Yahya Sinwar também foi divulgada na conta do X do Ministério das Relações Exteriores de Israel. “Há um ano, no feriado de Sucot, Yahya Sinwar orquestrou o horrível Massacre de 7 de outubro, no qual mais de 1.200 homens, mulheres e crianças israelitas foram massacrados. Hoje, um ano depois, ele foi eliminado pelas forças de Israel. A justiça foi entregue. Cada terrorista que prejudicar os israelitas pagará o preço”, disse o ministério, ainda segundo o veículo.

Leia abaixo, comunicado das Forças de Defesa de Israel:

““As IDF e ISA confirmam que após uma perseguição de 1 ano, ontem (quarta-feira), 16 de outubro de 2024, soldados das IDF do Comando Sul eliminaram Yahya Sinwar, o líder da organização terrorista Hamas, em uma operação no sul da Faixa de Gaza. Yahya Sinwar planejou e executou o Massacre de 7 de outubro, promoveu sua ideologia assassina antes e durante a guerra e foi responsável pelo assassinato e sequestro de muitos israelenses.

“Yahya Sinwar foi eliminado após se esconder no ano passado atrás da população civil de Gaza, tanto acima quanto abaixo do solo em túneis do Hamas na Faixa de Gaza. As dezenas de operações realizadas pelas IDF e ISA no último ano e nas últimas semanas na área onde ele foi eliminado restringiram o movimento operacional de Yahya Sinwar enquanto ele era perseguido pelas forças e levaram à sua eliminação.

“Nas últimas semanas, as forças da IDF e da ISA, sob o comando do Comando Sul, têm operado no sul da Faixa de Gaza, seguindo a inteligência da IDF e da ISA que indicou as localizações suspeitas de membros seniores do Hamas. Soldados da IDF da 828ª Brigada (Bislach) operando na área identificaram e eliminaram 3 terroristas. Após concluir o processo de identificação do corpo, pode ser confirmado que Yahya Sinwar foi eliminado.”

Quem era Yahya Sinwar:

Nascido em 1962 no campo de refugiados de Khan Younis, na Faixa de Gaza, Yahya Sinwar cresceu ao lado de Ahmed Yassin, um dos fundadores do Hamas. Graduado em Estudos Árabes pela Universidade Islâmica de Gaza, Sinwar foi um dos fundadores do “Majd”, setor de segurança interna do Hamas. Yahya Sinwar foi um dos responsáveis pela repressão de palestinos acusados de colaborar com Israel durante a 1ª Intifada, ocorrida entre 8 de dezembro de 1987 e 13 de setembro de 1993.

Acusado de participar de ataques contra israelenses, Sinwar foi preso e condenado à prisão perpétua por Israel, em 1988. Em 2011, foi libertado em um acordo de troca de prisioneiros entre o Hamas e Israel. Sinwar teve ascensão meteórica na hierarquia do Hamas, tendo sido eleito chefe do grupo na Faixa de Gaza em 2017, o que o levou a ser considerado o número 2 na hierarquia. Com a morte de Isamail Haniyeh tornou-se o líder mais poderoso do Hamas.
Ao longo da sua trajetória, Yahya Sinwar foi condenado várias vezes à morte por Israel, constando, inclusive, na lista de “terroristas internacionais” dos EUA, em 2015. Mesmo assim, continuou a desempenhar um papel importante na política palestina e entre os palestinos, para os quais era um “herói da resistência”.
Casado e com filhos, a vida pessoal de Yahya Sinwar era mantida em sigilo, por questões de segurança.

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Yahya Sinwar, número 1 do Hamas, morto pelas FDI / Creative Commons