Fique por dentro das notícias que movimentaram o setor econômico na última semana

Confiança da zona do euro em queda, projeção de alta na inflação e juros, e governo otimista, mas preocupado com questão climática. 

 

Que tal se manter por dentro da semana que passou em relação aos assuntos que envolvem o tema economia no Brasil e no mundo? Confira os principais destaques que a Tribuna da Imprensa separou para você se manter atualizado!

 

1 – Confiança dos investidores na zona do euro cai

A confiança dos investidores na zona do euro caiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro, segundo uma pesquisa divulgada, atingindo seu nível mais baixo desde janeiro em meio à insatisfação com a situação da economia, especialmente na Alemanha. O índice Sentix para a zona do euro caiu para -15,4 pontos em agosto, de -13,9 em agosto. Analistas consultados pela Reuters esperavam que ele se recuperasse para -12,5 pontos este mês. A pesquisa, realizada entre 5 e 9 de setembro com 1.142 investidores, questionando tanto a satisfação com a situação atual quanto às expectativas futuras, mostrou que o índice de expectativas da zona do euro se recuperou ligeiramente para -8,0 pontos, de -8,8 em agosto. A leitura para a situação atual da região, por sua vez, caiu para -22,5, de -19,0 em agosto. A confiança dos investidores caiu ainda mais na Alemanha, a maior economia da Europa, para -34,7 em setembro, de -31,1 em agosto. O índice sobre a situação atual na Alemanha recuou a -48,0 em setembro, de -42,8 em agosto.

 

2 –  Analistas ouvidos pelo BC revisam projeções de alta para inflação e juros 

 

Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) revisaram suas projeções de alta para a inflação e o PIB (Produto Interno Bruto) ao final deste ano. Diante do cenário, as expectativas divulgadas sinalizam para um aumento da taxa básica de juros já nesta semana. As expectativas apontam que a inflação oficial feche o ano em 4,3%. A variação corresponde à oitava alta consecutiva das previsões para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Há uma semana, a aposta era de alta do índice em 4,2%. 

 

Na semana passada, a projeção sinalizava para uma alta de 4,26%. Para o mês de agosto, a previsão é que o IPCA apresente alta de 0,2% Se confirmado, o resultado vai representar uma perda de força ante a alta de 0,38% apurada no mês de julho. Para setembro e outubro, as projeções são de alta do índice oficial de 0,36% e 0,3%, respectivamente. 

 

As expectativas para os juros também subiram para 2025. Com o movimento, os analistas aumentaram de 10% ao ano para 10,25% ao ano a previsão de patamar para a taxa Selic ao final do ano que vem. Já para 2026 e 2027, as projeções seguem estáveis em, respectivamente, 9,5% ao ano e 9% ao ano. 

 

3 – Crescimento da economia brasileira

 

A economia brasileira cresceu 1,4% entre abril e junho deste ano. A alta ante o trimestre anterior foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e superou as expectativas do mercado financeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 3,3%. Já para os anos de 2026 e 2027, as projeções de crescimento da economia nacional permanecem estáveis em 2% para ambos os anos.

 

4 – Economia e questão climática geram preocupação para o governo, que ainda age com otimismo  

 

O efeito do clima sobre a inflação preocupa o governo, que acompanha a evolução da questão climática e os impactos no preço dos alimentos e da energia. Mas, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não é com alta de juros que se resolve o assunto. O governo aguarda a reunião do Copom nesta semana, quando será definido um novo patamar para a Selic. E uma nova projeção do PIB deve ser divulgada nos próximos dias. Segundo Haddad, acima de 3%. Percentual maior que os 2,5% da última projeção.

 

No entanto, Haddad, afirmou que o Brasil vive um momento que é “o melhor dos mundos” porque está com uma taxa de desemprego historicamente baixa e com uma inflação também baixa, mas reconhece que ainda há pessimismo em parte do mercado financeiro. Para Haddad, parte desse pessimismo é especulação.

“Nós crescemos em três meses o que o mercado projetou para o ano inteiro. Entendo que tem os especuladores que ganham com isso, nós não podemos desconsiderar a especulação. Tem gente que ganha com esse tipo de conversa, mas tem gente que erra também. Tem gente que erra a previsão, e de boa fé”, comentou Haddad durante entrevista ao Bom Dia Ministro, programa do Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

 

5 – Desoneração em xeque

 

Sobre a votação da proposta da desoneração pela Câmara, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que medidas adicionais serão tomadas a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal. Assim que aprovada pela Câmara, as medidas de regulamentação, as portarias, serão analisadas, segundo Haddad, porque o governo não conseguiu estimar, por exemplo, qual será a receita em medidas de compensação como a repatriação de ativos no exterior.

O Projeto de Lei 1847/24, do Senado, surgiu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucional a Lei 14.784/23, que prorrogou a desoneração até 2027, por falta de indicação dos recursos para suportar a diminuição de arrecadação. Um acordo posterior foi fechado no sentido de manter as alíquotas para 2024 e buscar fontes de financiamento para os anos seguintes.

Assim, o texto contém várias medidas que buscam recursos para amparar as isenções durante o período de sua vigência, como atualização do valor de imóveis com imposto menor de ganho de capital, uso de depósitos judiciais e repatriação de valores levados ao exterior sem declaração.

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